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sábado, 24 de agosto de 2013

Entrevista encontrada!


Dei essa entrevista que foi publicada no site:  www.deficiente.com.br , e só encontrei agora... rs :)
Confira!!!
Em todo o Estado de São Paulo há mais de 9,3 milhões de pessoas com pelo menos um tipo de deficiência física, segundo dados do último censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2010, divulgado recentemente. Para tentar mapear os locais onde vive essa população na capital – e também pessoas com mobilidade reduzida, como idoso, obesos etc – a prefeitura está distribuindo um formulário para os moradores da cidade, o Censo Inclusão.
Segundo a Secretaria da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, depois de mapear esse público, novas políticas serão criadas com base em cada região. Para a arquiteta Carolina Fomin, especializada em acessibilidade, ainda há muito para melhorar na cidade de São Paulo, apesar do “avanço considerável que tivemos nos últimos dez anos”.
De acordo com a especialista, uma cidade acessível deve unir “segurança, conforto e autonomia para todos”, diz. “São os três princípios básicos, independente da capacidade da pessoa, se ela está grávida, com o pé quebrado, se é idosa e usa bengala, se é anã, ou deficiente”, acrescenta.
Problemas
Para que a cidade se adeque a esse conceito, Carolina acredita que um bom começo seria com melhorias nos edifícios. “Temos que começar pelos edifícios públicos e de uso coletivo, como escritórios, comércios, escolas…”, explica.
A legislação “estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, mediante a supressão de barreiras e de obstáculos nas vias e espaços públicos, no mobiliário urbano, na construção e reforma de edifícios e nos meios de transporte e de comunicação”.
Ainda de acordo com Carolina, os bancos, cartórios e shoppings centers recentemente se reformularam para receber pessoas com mobilidade reduzida, respeitando a lei 10098/2000.
Calçadas
Além das edificações, a arquiteta lembra que as calçadas da capital também merecem uma atenção especial. “Elas são o básico e já deveriam estar acessíveis”, afirmou. “O grande problema é que há alguns anos não se pensava em acessibilidade. Então elas foram criadas com degraus, outras muito estreitas, ou altas etc.”, completou Carolina.
“Nas calçadas, a gente prioriza o carro e não o pedestre”, disse ainda. E, como são de responsabilidade do proprietário da residência, a arquiteta acredita que elas deviam ter um padrão. Dessa forma evitaria a questão de desnível, do uso de pisos escorregadios e outros problemas que dificultam a passagem.
Outra situação que dificulta a locomoção da população com mobilidade reduzida é o transporte público, que deve ter espaço e equipamento destinado a esse público e profissionais treinados para manusear esses equipamentos.
Conscientização
Por fim, um grande trabalho de conscientização deve ser feito. “A falta de gestão pode colocar todo o trabalho em risco. Em bancos, por exemplo, tem a faixa de transferência (para o cadeirante sair do carro e ir para a cadeira), mas alguns motociclistas acham que a vaga é deles. Mas, às vezes, eles nem sabem para que serve aquela faixa”, ressaltou Carolina.
Tornar a cidade mais acessível é um benefício para toda a população. “Se as pessoas ainda não utilizam, vão utilizar no futuro. Ainda seremos idosos. As melhorias não são apenas para as pessoas deficientes, são para todos. A instalação de um corrimão, por exemplo, se bem feita, ajuda todo mundo. É bom para quem tem alguma dificuldade, é bom para que está cansado…”, afirmou.
Apesar das dificuldades, Carolina é otimista. “Ainda temos muito por fazer, mas vamos chegar lá”, finaliza a especialista.
Censo
Segundo a Secretaria da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, o censo-inclusão “tem o objetivo de identificar, mapear e cadastrar o perfil socioeconômico das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e levantar informações que sirvam de parâmetro para criar e reformular políticas públicas”.
O formulário chegará por correio a 2,4 milhões de moradias (utilizada a mesma base de dados do IPTU). Os formulários também poderão ser retirados em quaisquer das 31 subprefeituras. Depois de preenchido, deverá ser devolvido às agências e caixas de correio, com postagem gratuita, na forma de Carta Resposta Comercial.
“Outra opção para o preenchimento do formulário será por meio do site do censo, que disponibilizará as informações, com recursos de acessibilidade, permitindo às pessoas com deficiência e mobilidade reduzida preencherem o questionário com segurança e autonomia”, informou a secretaria.
 Escrito por: Eraldo

Prolongamento de corrimão em rampas e escadas

Hoje o assunto é prolongamento do corrimão!

Primeiro preciso dizer que esse é um item muito importante da nossa norma técnica de acessibilidade, pois auxilia principalmente pessoas com def. visual a entenderem o percurso, início e fim de uma rampa ou escada. Um corrimão bem feito faz muita diferença.

Mas gostaria também de mostrar porque não precisamos apenas COPIAR e COLAR a nossa norma, mas podemos usar a criatividade!

A NBR 9050/2004  fala sobre o prolongamento do corrimão obrigatório no início e fim de rampas e escadas, certo?

item  6.7.1.4 "Os corrimãos laterais devem prolongar-se pelo menos 30 cm antes do início e após o término da rampa ou escada, sem interferir com áreas de circulação ou prejudicar a vazão. Em edificações existentes, onde for impraticável promover o prolongamento do corrimão no sentido do caminhamento, este pode ser feito ao longo da área de circulação ou fixado na parede adjacente, conforme figura 86."

Entretanto, mesmo que o texto fale em alternativas para não atrapalhar a circulação, na figura que vemos acima não demonstra formas diferentes ou alternativas de se prolongar o corrimão, (ao longo da circulação, fixado na parede, etc) 

Em uma viagem que fiz à California e Nevada - EUA, observei alguns exemplos de diferentes formas de se prolongar o corrimão.

Claro, que devemos considerar que a norma deles é diferente da nossa, mas ao mesmo tempo também podemos lembrar que não precisamos apenas COPIAR e COLAR a nossa norma, podemos SIM usar a criatividade!!! Desde que atenda aos parâmetros legais especificados. 

Veja algumas fotos: 

Staples Center - Los Angeles, California
Staples Center - Los Angeles, California
California
Shopping na California
Las Vegas, Nevada 
Big Bear City, California
Big Bear City, California
San Diego, California

Sea World - San Diego, California

Bom, espero que sirva de inspiração! 

PENSE, ENTENDA a norma técnica e CRIE de acordo com seu projeto! 

:)

Carolina Fomin 
Arquiteta e Urbanista 
Especialista em Acessibilidade.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Semana de Acessibilidade Autonomia para Todos no CCBB


É com alegria que eu e a Arq. Thais Frota participaremos desta semana no CCBB - Centro Cultural Banco do Brasil - SP

Veja as informações abaixo! 

:)

*informações do site do governo do estado de São Paulo : http://www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br/sis/lenoticia.php?id=1087&c=31

CCBB Educativo SP promove Semana da Acessibilidade


Evento acontece pelo terceiro ano consecutivo e ocorre de 20 a 25 de novembro
O Centro Cultural Banco do Brasil - CCBB Educativo SP realiza pelo terceiro ano consecutivo a Semana de Acessibilidade: Autonomia para Todos. De 20 a 25 de novembro, será apresentada uma série de atividades reflexivas sobre o espaço físico, a atuação de pessoas com deficiência em instituições culturais, os tipos de deficiência e formas de aproximação e interação.
Além disso, haverão oficinas lúdicas relacionadas à exploração dos diversos sentidos e vivências práticas sobre surdez e surdocegueira.
Todas as atividades são gratuitas.

PROGRAMAÇÃO


Dia 20 - Terça-feira, 14h
- História em Quadrinhos Tátil:
Que tal criar uma história em quadrinhos sem utilizar a visão? Com os olhos vendados, o público é convidado a criar uma utilizando principalmente o tato. 10 lugares com retirada de senha meia hora antes.

Dia 21 - Quarta-feira, 14h
- Visita Sensorial à exposição “Planos de Fuga”:
Propondo a utilização do tato, audição e olfato, além da visão. 10 lugares com retirada de senha meia hora antes.

Dia 22 - Quinta-feira, 14h
- Visita Sensorial ao prédio do CCBB:
Visitante é convidado a participar de um jogo com diversas possibilidades através do tato e do olfato, que o levará à uma viagem histórica, passando pelos estilos arquitetônicos do prédio e resgatando a imagem da sociedade paulistana dos anos 1920.  10 lugares com retirada de senha meia hora antes.

Dia 23 - Sexta-feira, 14h
- Contação de história em Libras - Capela dos Aflitos:
No Cemitério dos Aflitos no bairro da Liberdade, foram enterrados muitos sentenciados à forca. Quando a sentença do soldado Chaguinhas ia ser cumprida, a corda arrebentou uma, duas, três, quatro vezes! Diz a lenda urbana que o local onde ficava o cemitério é, até hoje, mal assombrado, 20 lugares com retirada de senha meia hora antes.

Dia 24, sábado, 9h30 às 12h
- Práticas e Reflexões com Educadores: Acessibilidade e Inclusão
Neste encontro, as convidadas Carolina Fomin e Thais Frota abordam as dificuldades enfrentadas no dia a dia pelas pessoas de com deficiência em espaços urbanos, edificações e mobiliários. No final, o público é convidado a fazer uma visita pelo espaço do CCBB para vivenciar na prática as barreiras mais comuns, 70 lugares com retirada de senha uma hora antes.

13h30 - 14h30
 - Oficina "Ritmo Sensorial: música para surdos":
Um coletivo de jovens que realiza baladas para surdos mostra ao público ouvinte e não-ouvinte, de maneira teórica e prática, como os surdos vivenciam a música através do tato, das vibrações das músicas e do olfato. Com Leonardo Castilho, educador do MAM e Edinho Santos, educador do Museu Afro Brasil e Museu do Futebol, ambos fazem parte do coletivo Vibração e do grupo Corpo Sinalizante, 20 lugares com retirada de senha uma hora antes.

15h - 17h
- Mesa redonda: Pessoas com deficiência em Instituições Culturais:
Neste encontro contamos com a participação de Daina Leyton, Coordenadora do Educativo e Acessibilidade do Museu de Arte Moderna de São Paulo; Cláudio da Costa Rubiño; Coordenador de Acessibilidade do Museu Afro Brasil; Amanda Tojal; Coordenadora do Programa Educativo Públicos Especiais (PEPE) da Pinacoteca do Estado de São Paulo e Ialê Pereira Cardoso Brandão; Coordenadora do Núcleo de Ação Educativa do Museu do Futebol e Amaury Costa Brito; Assistente do Núcleo de Ação Educativa do Museu do Futebol. 
Os convidados abordam a atuação de pessoas com deficiência nos respectivos espaços culturais, 40 lugares com retirada de senha uma hora antes.

17h30 - 18h15
- Oficina: Interação com Surdocegos:
Por diversas vivências, a oficina aborda formas de interação com surdocegos, trás informações sobre esta deficiência e dicas de como lidar com o surdocego, com o intuito de promover sua inclusão em espaços sociais.Com Elizabeth Aparecida Figueira, pós-graduada em Tradução e Interpretação em Libras, graduada em Pedagogia com Habilitação em Deficientes pela PUC/SP, e formação em  Surdocegueira e Guia-interpretação de surdocegos e em Audiodescrição, 20 lugares com retirada de senha uma hora antes.

Dia 25, domingo 15h
 - Visita Sensorial ao prédio do CCBB

SERVIÇO
Semana da Acessibilidade: Autonomia para Todos
Data: de 20 a 25 de novembro
Onde: CCBB – SP
Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro – SP
Informações: (11) 3113-3651 / 3113-3652

sábado, 4 de dezembro de 2010

Como projetar

Fica a dica de uma maneira de projetar em arquitetura.
Um projeto só é eficaz quando funciona fora do papel. Muitas vezes nossa teoria é linda, mas na prática é diferente.
Nada como sentir na pele. Nada como viver arquitetura.
E também estamos sujeitos a erros, falhas, pontos que passaram desapercebidos.
Por isso são importantes as revisões, as correções, uma 2a olhada no projeto. E porque não uma vistoria "vivencial" de vez em quando?


segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Qual foi o prazo que combinamos?




Hoje o meu post é sobre Mão-de-obra.
Por que será que o Sr. Zé não chega na hora? Por que será que o Marceneiro, Vidraceiro, Eletricista, Gesseiro, Pintor e tantos outros não entregam no prazo combinado?
Será que a culpa é minha? Ou sera culpa do Arquiteto que contratei? Será que a equipe dele é ruim? Qual a responsabilidade do Arquiteto nisso?
O que fazer para melhorar? Será que tem jeito?

Eu sei que esse tipo de situação pode ser de tirar qualquer um do prumo, fazer qualquer um descer do salto alto. Eu mesma já passei muitas vezes por isso. E sei que não é fácil.

Por isso escrevi algumas dicas que ajudam:

  •   Pesquise antes quem você vai contratar, veja obras que ele (a) já fez.  Busque referências.
  • Faça sempre um contrato de prestação de serviços, em que conste o que será feito, e o prazo.
  • Tenha sempre um desenho com o máximo de informaçoes possíveis, para evitar: “ah, mas isso não estava combinado”
  • Evite ao máximo combinações de boca, e quando isso ocorrer mande um email confirmando e lembrando o que foi combinado na obra.
  • 2 dias antes ligue confirmando o início da obra.
  • No dia do início confirme quanto tempo vai levar para concluir.
  • Observe se ele promete tudo perfeito demais, isso não existe!!!
  • Tire todas as suas dúvidas antes, até que fique claro o que vai ser feito. Para evitar decepções.
  • Desconfie de prazos muito curtos ou prazos muito diferentes dos concorrentes.
  • É melhor esperar um pouquinho mais e receber seu pedido em ordem.
  • Deixe clara a sua urgência e/ou a sua expectativa.
  • É sempre bom prever uma certa maleabilidade entre 1 fornecedor e outro.  Reforma é uma caixinha de surpresas, fora que sempre tem um “filho doente”, sempre “morre uma avó”…..
  •  Nunca pague 100% antecipado, é sempre bom deixar pelo menos 1 parcela atrelada à conclusão da obra.
  •  O papel do Arquiteto é sim cobrar, ir atrás do fornecedor, “ficar no pé”, se ele fez tudo isso, ele não pode ser o “culpado” pelo atraso.
  •  Pode parecer óbvio, mas…  Lembre-se: o Sr. Zé e o arquiteto são pessoas diferentes. 

  É fato que a mão de obra no Brasil não é lá das melhores. Mas não podemos generalizar. Existe sim mão de obra competente, existe sim gente que cumpre prazos. Mas imprevistos acontecem. Por isso atenção na hora de contratar e paciência.

Boa sorte!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O Cinemark é acessível?

Como todos sabem, os cinemas são obrigados a atender acessibilidade.
Me parece que o Cinemark atendeu direitinho....
Mas por um "Problema Cultural Brasileiro" o balcão que deveria ser para atender Pessoas com Deficiencia, etá servindo para.... bem para....  tenho até vergonha de descrever.....
Me digam vcs, está servindo pra que?

Fiquei tão indignada que não resisiti e fotografei! Segui o exemplo da minha amiga Arq. Thais Frota e vou postar aqui no blog.


quarta-feira, 20 de outubro de 2010

O Censo 2010 contempla mesmo acessibilidade e educação??


O Censo 2010 contempla mesmo acessibilidade e educação?

Semana passada recebi a recenseadora em minha casa. Confesso que estava ansiosa por recebê-la, afinal de contas faz 10 anos que ocorreu o último censo, e a 10 anos eu não era dona de casa ainda, era ainda dependente. Enfim, após míseros 5 minutinhos e perguntas bem simples como quantas pessoas moravam na casa, se alguém havia morrido de um ano pra cá, quantos banheiros tinha o meu apto, a recenseadora encerrou a pesquisa.

Quando ela encerrou, não resisti e perguntei:
- Desculpe, mas você não esqueceu nada? Não vai me perguntar se tem alguém com deficiência na minha casa?
R.: Não, só posso responder às perguntas que aparecem aqui. (apontando para o aparelho que tinha em mãos)
 - E o censo não pergunta sobre deficiência?
R.: Não, só por amostragem, é como se fosse um sorteio. Respondeu ela como se eu não soubesse o que era amostragem.
- E se eu estivesse em uma cadeira de rodas? Ou te desse a informação de que  tenho um filho com deficiência? Você tem como inserir aí?
R.: Não, inclusive já atendi uma pessoa em cadeira de rodas, mas se não aparecer a pergunta, não tenho como inserir.
- E sobre o meu grau de escolaridade? Se tenho curso superior, ou médio.... Também é por amostragem?
R.: Sim, é. As vezes sai aqui (apontando para o aparelho outra vez) quantas TVs vc tem em casa,  ou quantas pessoas tem deficiência na casa.

Tendo consciência da extrema importância de um censo, fiquei triste e indignada. Pensando, afinal o que é mais importante? Quantos banheiros tem na minha casa?

Penso que se o dinheiro para o censo já está sendo gasto, se eles investiram com a contratação de pessoas, com os aparelhos para inserção dos dados e pretendem visitar todas as residências. Porque não colocaram já 3 ou 4 perguntinhas importantes como nível de escolaridade e sobre pessoas com deficiência? Essas perguntas nao deveriam ser por amostragem, deveriam fazer parte do questionário básico. Concordo que algumas perguntas tem que ser por amostragem, como por exemplo qtos wcs ou TVs tenho na minha casa, mas acredito que existem dados importantes e relevantes para o censo levantar com mais precisão.

Afinal, quando falamos em 24,6 milhões de pessoas com Deficiência no Brasil falamos baseados no censo de 2000, mas quando penso que este dado é baseado em amostragem... 

Sabemos que aqui no Brasil a pesquisa erra e erra feio, a exemplo da candidata Marina Silva que teve quase o dobro de votos do que a pesquisa indicava. Será que temos o dobro de Pessoas com Deficiência no Brasil, ou será metade?  

Carol Fomin