Esse blogue foi criado pela Arquiteta especialista em acessibilidade - Carolina Fomin, com o intuito de partilhar informações e divulgar a acessibilidade para todos!
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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
Você sabia que... O vaso sanitário acessível tem uma altura correta?
Um sanitário para ser acessível depende de muitos itens.... dentre eles o vaso sanitário!
Você sabia que... O vaso sanitário acessível tem uma altura correta?
Mas... Você pode usar um sanitário de qualquer altura. Desde que use de recursos para chegar na altura correta. A norma técnica de Acessibilidade - NBR 9050/2004 mostra isso claramente nos itens 7.3.1.3 e 7.3.1.4, veja as figuras que a própria norma técnica coloca:
Ou seja, você pode comprar um vaso com altura já correta ou usar um sóculo (uma base).
Mas por favor não faça como na figura abaixo:
Nota-se que o vaso já possuía a altura adequada e não era necessário nem a base (sóculo), nem o assento elevatório! O vaso ficou com altura final de 0,61 m, um exagero e um erro grave, pois dessa forma fica difícil para qualquer pessoa utilizá-lo.
Nessa imagem, nota-se também que o modelo em questão possui uma abertura frontal que não é mais aceita como acessível segundo resolução da CPA/SMPED 016/2012 que proíbe o uso da fenda frontal devido ao risco que apresenta para os usuários. Nesses casos recomenda-se a troca do vaso sanitário!
* Vale lembrar que somente a instalação correta do vaso não é suficiente para que o sanitário seja acessível, para mais informações consulte um (a) Arquiteto(a) de Acessibilidade! ;)
sábado, 24 de agosto de 2013
Entrevista encontrada!
Dei essa entrevista que foi publicada no site: www.deficiente.com.br , e só encontrei agora... rs :)
Confira!!!
Em todo o Estado de São Paulo há mais de 9,3 milhões de pessoas com pelo menos um tipo de deficiência física, segundo dados do último censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2010, divulgado recentemente. Para tentar mapear os locais onde vive essa população na capital – e também pessoas com mobilidade reduzida, como idoso, obesos etc – a prefeitura está distribuindo um formulário para os moradores da cidade, o Censo Inclusão.
Segundo a Secretaria da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, depois de mapear esse público, novas políticas serão criadas com base em cada região. Para a arquiteta Carolina Fomin, especializada em acessibilidade, ainda há muito para melhorar na cidade de São Paulo, apesar do “avanço considerável que tivemos nos últimos dez anos”.
De acordo com a especialista, uma cidade acessível deve unir “segurança, conforto e autonomia para todos”, diz. “São os três princípios básicos, independente da capacidade da pessoa, se ela está grávida, com o pé quebrado, se é idosa e usa bengala, se é anã, ou deficiente”, acrescenta.
Problemas
Para que a cidade se adeque a esse conceito, Carolina acredita que um bom começo seria com melhorias nos edifícios. “Temos que começar pelos edifícios públicos e de uso coletivo, como escritórios, comércios, escolas…”, explica.
A legislação “estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, mediante a supressão de barreiras e de obstáculos nas vias e espaços públicos, no mobiliário urbano, na construção e reforma de edifícios e nos meios de transporte e de comunicação”.
Ainda de acordo com Carolina, os bancos, cartórios e shoppings centers recentemente se reformularam para receber pessoas com mobilidade reduzida, respeitando a lei 10098/2000.
Calçadas
Além das edificações, a arquiteta lembra que as calçadas da capital também merecem uma atenção especial. “Elas são o básico e já deveriam estar acessíveis”, afirmou. “O grande problema é que há alguns anos não se pensava em acessibilidade. Então elas foram criadas com degraus, outras muito estreitas, ou altas etc.”, completou Carolina.
“Nas calçadas, a gente prioriza o carro e não o pedestre”, disse ainda. E, como são de responsabilidade do proprietário da residência, a arquiteta acredita que elas deviam ter um padrão. Dessa forma evitaria a questão de desnível, do uso de pisos escorregadios e outros problemas que dificultam a passagem.
“Nas calçadas, a gente prioriza o carro e não o pedestre”, disse ainda. E, como são de responsabilidade do proprietário da residência, a arquiteta acredita que elas deviam ter um padrão. Dessa forma evitaria a questão de desnível, do uso de pisos escorregadios e outros problemas que dificultam a passagem.
Outra situação que dificulta a locomoção da população com mobilidade reduzida é o transporte público, que deve ter espaço e equipamento destinado a esse público e profissionais treinados para manusear esses equipamentos.
Conscientização
Por fim, um grande trabalho de conscientização deve ser feito. “A falta de gestão pode colocar todo o trabalho em risco. Em bancos, por exemplo, tem a faixa de transferência (para o cadeirante sair do carro e ir para a cadeira), mas alguns motociclistas acham que a vaga é deles. Mas, às vezes, eles nem sabem para que serve aquela faixa”, ressaltou Carolina.
Tornar a cidade mais acessível é um benefício para toda a população. “Se as pessoas ainda não utilizam, vão utilizar no futuro. Ainda seremos idosos. As melhorias não são apenas para as pessoas deficientes, são para todos. A instalação de um corrimão, por exemplo, se bem feita, ajuda todo mundo. É bom para quem tem alguma dificuldade, é bom para que está cansado…”, afirmou.
Apesar das dificuldades, Carolina é otimista. “Ainda temos muito por fazer, mas vamos chegar lá”, finaliza a especialista.
Censo
Segundo a Secretaria da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, o censo-inclusão “tem o objetivo de identificar, mapear e cadastrar o perfil socioeconômico das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e levantar informações que sirvam de parâmetro para criar e reformular políticas públicas”.
O formulário chegará por correio a 2,4 milhões de moradias (utilizada a mesma base de dados do IPTU). Os formulários também poderão ser retirados em quaisquer das 31 subprefeituras. Depois de preenchido, deverá ser devolvido às agências e caixas de correio, com postagem gratuita, na forma de Carta Resposta Comercial.
“Outra opção para o preenchimento do formulário será por meio do site do censo, que disponibilizará as informações, com recursos de acessibilidade, permitindo às pessoas com deficiência e mobilidade reduzida preencherem o questionário com segurança e autonomia”, informou a secretaria.
Escrito por: Eraldo
Prolongamento de corrimão em rampas e escadas
Hoje o assunto é prolongamento do corrimão!
Primeiro preciso dizer que esse é um item muito importante da nossa norma técnica de acessibilidade, pois auxilia principalmente pessoas com def. visual a entenderem o percurso, início e fim de uma rampa ou escada. Um corrimão bem feito faz muita diferença.
Mas gostaria também de mostrar porque não precisamos apenas COPIAR e COLAR a nossa norma, mas podemos usar a criatividade!
A NBR 9050/2004 fala sobre o prolongamento do corrimão obrigatório no início e fim de rampas e escadas, certo?
Bom, espero que sirva de inspiração!
Primeiro preciso dizer que esse é um item muito importante da nossa norma técnica de acessibilidade, pois auxilia principalmente pessoas com def. visual a entenderem o percurso, início e fim de uma rampa ou escada. Um corrimão bem feito faz muita diferença.
Mas gostaria também de mostrar porque não precisamos apenas COPIAR e COLAR a nossa norma, mas podemos usar a criatividade!
A NBR 9050/2004 fala sobre o prolongamento do corrimão obrigatório no início e fim de rampas e escadas, certo?
item 6.7.1.4 "Os corrimãos laterais devem prolongar-se pelo menos 30 cm antes do início e após o término da
rampa ou escada, sem interferir com áreas de circulação ou prejudicar a vazão. Em edificações existentes,
onde for impraticável promover o prolongamento do corrimão no sentido do caminhamento, este pode ser
feito ao longo da área de circulação ou fixado na parede adjacente, conforme figura 86."
Entretanto, mesmo que o texto fale em alternativas para não atrapalhar a circulação, na figura que vemos acima não demonstra formas diferentes ou alternativas de se prolongar o corrimão, (ao longo da circulação, fixado na parede, etc)
Em uma viagem que fiz à California e Nevada - EUA, observei alguns exemplos de diferentes formas de se prolongar o corrimão.
Claro, que devemos considerar que a norma deles é diferente da nossa, mas ao mesmo tempo também podemos lembrar que não precisamos apenas COPIAR e COLAR a nossa norma, podemos SIM usar a criatividade!!! Desde que atenda aos parâmetros legais especificados.
Claro, que devemos considerar que a norma deles é diferente da nossa, mas ao mesmo tempo também podemos lembrar que não precisamos apenas COPIAR e COLAR a nossa norma, podemos SIM usar a criatividade!!! Desde que atenda aos parâmetros legais especificados.
Veja algumas fotos:
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| Staples Center - Los Angeles, California |
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| California |
| Shopping na California |
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| Las Vegas, Nevada |
| Big Bear City, California |
| Big Bear City, California |
| San Diego, California |
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| Sea World - San Diego, California |
Bom, espero que sirva de inspiração!
PENSE, ENTENDA a norma técnica e CRIE de acordo com seu projeto!
:)
Carolina Fomin
Arquiteta e Urbanista
Especialista em Acessibilidade.
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Semana de Acessibilidade Autonomia para Todos no CCBB
É com alegria que eu e a Arq. Thais Frota participaremos desta semana no CCBB - Centro Cultural Banco do Brasil - SP
Veja as informações abaixo!
:)
*informações do site do governo do estado de São Paulo : http://www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br/sis/lenoticia.php?id=1087&c=31
CCBB Educativo SP promove Semana da Acessibilidade
Evento acontece pelo terceiro ano consecutivo e ocorre de 20 a 25 de novembro
O Centro Cultural Banco do Brasil - CCBB Educativo SP realiza pelo terceiro ano consecutivo a Semana de Acessibilidade: Autonomia para Todos. De 20 a 25 de novembro, será apresentada uma série de atividades reflexivas sobre o espaço físico, a atuação de pessoas com deficiência em instituições culturais, os tipos de deficiência e formas de aproximação e interação.
Além disso, haverão oficinas lúdicas relacionadas à exploração dos diversos sentidos e vivências práticas sobre surdez e surdocegueira.
Todas as atividades são gratuitas.
PROGRAMAÇÃO
Dia 20 - Terça-feira, 14h
- História em Quadrinhos Tátil:
Que tal criar uma história em quadrinhos sem utilizar a visão? Com os olhos vendados, o público é convidado a criar uma utilizando principalmente o tato. 10 lugares com retirada de senha meia hora antes.
Dia 21 - Quarta-feira, 14h
- Visita Sensorial à exposição “Planos de Fuga”:
Propondo a utilização do tato, audição e olfato, além da visão. 10 lugares com retirada de senha meia hora antes.
Dia 22 - Quinta-feira, 14h
- Visita Sensorial ao prédio do CCBB:
Visitante é convidado a participar de um jogo com diversas possibilidades através do tato e do olfato, que o levará à uma viagem histórica, passando pelos estilos arquitetônicos do prédio e resgatando a imagem da sociedade paulistana dos anos 1920. 10 lugares com retirada de senha meia hora antes.
Dia 23 - Sexta-feira, 14h
- Contação de história em Libras - Capela dos Aflitos:
No Cemitério dos Aflitos no bairro da Liberdade, foram enterrados muitos sentenciados à forca. Quando a sentença do soldado Chaguinhas ia ser cumprida, a corda arrebentou uma, duas, três, quatro vezes! Diz a lenda urbana que o local onde ficava o cemitério é, até hoje, mal assombrado, 20 lugares com retirada de senha meia hora antes.
Dia 24, sábado, 9h30 às 12h
- Práticas e Reflexões com Educadores: Acessibilidade e Inclusão
Neste encontro, as convidadas Carolina Fomin e Thais Frota abordam as dificuldades enfrentadas no dia a dia pelas pessoas de com deficiência em espaços urbanos, edificações e mobiliários. No final, o público é convidado a fazer uma visita pelo espaço do CCBB para vivenciar na prática as barreiras mais comuns, 70 lugares com retirada de senha uma hora antes.
13h30 - 14h30
- Oficina "Ritmo Sensorial: música para surdos":
Um coletivo de jovens que realiza baladas para surdos mostra ao público ouvinte e não-ouvinte, de maneira teórica e prática, como os surdos vivenciam a música através do tato, das vibrações das músicas e do olfato. Com Leonardo Castilho, educador do MAM e Edinho Santos, educador do Museu Afro Brasil e Museu do Futebol, ambos fazem parte do coletivo Vibração e do grupo Corpo Sinalizante, 20 lugares com retirada de senha uma hora antes.
15h - 17h
- Mesa redonda: Pessoas com deficiência em Instituições Culturais:
Neste encontro contamos com a participação de Daina Leyton, Coordenadora do Educativo e Acessibilidade do Museu de Arte Moderna de São Paulo; Cláudio da Costa Rubiño; Coordenador de Acessibilidade do Museu Afro Brasil; Amanda Tojal; Coordenadora do Programa Educativo Públicos Especiais (PEPE) da Pinacoteca do Estado de São Paulo e Ialê Pereira Cardoso Brandão; Coordenadora do Núcleo de Ação Educativa do Museu do Futebol e Amaury Costa Brito; Assistente do Núcleo de Ação Educativa do Museu do Futebol.
Os convidados abordam a atuação de pessoas com deficiência nos respectivos espaços culturais, 40 lugares com retirada de senha uma hora antes.
17h30 - 18h15
- Oficina: Interação com Surdocegos:
Por diversas vivências, a oficina aborda formas de interação com surdocegos, trás informações sobre esta deficiência e dicas de como lidar com o surdocego, com o intuito de promover sua inclusão em espaços sociais.Com Elizabeth Aparecida Figueira, pós-graduada em Tradução e Interpretação em Libras, graduada em Pedagogia com Habilitação em Deficientes pela PUC/SP, e formação em Surdocegueira e Guia-interpretação de surdocegos e em Audiodescrição, 20 lugares com retirada de senha uma hora antes.
Dia 25, domingo 15h
- Visita Sensorial ao prédio do CCBB
SERVIÇO
Semana da Acessibilidade: Autonomia para Todos
Data: de 20 a 25 de novembro
Onde: CCBB – SP
Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro – SPInformações: (11) 3113-3651 / 3113-3652
sábado, 11 de dezembro de 2010
Curso de Acessibilidade na prática
Já pensou o que vai fazer nas férias?
Que tal começar o ano fazendo um curso?
informações: curso.acessibilidade@gmail.com
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